Especialista destaca que alimentação tem maior impacto no déficit calórico, mas resultado sustentável depende da união das duas estratégias
O emagrecimento saudável é resultado da combinação entre alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. A reportagem reúne orientações sobre como essas duas estratégias atuam juntas no processo de perda de peso e na manutenção de resultados sustentáveis.
De acordo com a nutricionista Fernanda Coimbra, da Tivolly, alimentação tem papel central na criação do déficit calórico necessário para o emagrecimento. “As duas estratégias são importantes, mas, quando falamos especificamente de perda de peso, a alimentação costuma ter um impacto maior na criação do déficit calórico, que é essencial para o emagrecimento. Isso porque é mais fácil consumir muitas calorias em uma única refeição do que gastar a mesma quantidade apenas com exercícios físicos. No entanto, o emagrecimento saudável não deve se basear apenas em comer menos, mas sim em uma alimentação equilibrada, nutritiva e sustentável”, afirma.
As duas estratégias são importantes, mas a ingestão alimentar costuma ter maior impacto no processo de emagrecimento, já que é mais fácil consumir grandes quantidades de calorias em poucas refeições do que compensar esse excesso apenas com exercícios físicos. Ainda assim, o resultado mais eficiente e sustentável depende da união das duas práticas.
“O melhor resultado acontece quando há uma combinação entre alimentação equilibrada e prática regular de atividade física. A alimentação fornece os nutrientes necessários para o organismo funcionar adequadamente e promove o déficit calórico de forma inteligente. Já o exercício contribui para aumentar o gasto energético, preservar a massa muscular, melhorar o condicionamento físico e favorecer a manutenção do peso perdido. Essa associação torna o processo mais eficiente e reduz as chances de efeito sanfona”, afirma.
“A atividade física aumenta o gasto calórico diário, mas seus benefícios vão muito além disso. Ela ajuda a preservar e desenvolver massa muscular, melhora a sensibilidade à insulina, reduz processos inflamatórios, contribui para o equilíbrio hormonal, melhora a qualidade do sono e auxilia no controle da ansiedade e do estresse, fatores que frequentemente influenciam o comportamento alimentar. Além disso, pessoas fisicamente ativas tendem a manter o peso perdido com mais facilidade a longo prazo”, afirma.
No campo da alimentação, a especialista alerta para os riscos de restrições excessivas durante o processo de emagrecimento. “A redução da ingestão calórica é um dos pilares do emagrecimento, desde que seja feita de forma planejada e individualizada. Restrições muito severas podem aumentar a fome, favorecer a perda de massa muscular, reduzir o metabolismo ao longo do tempo e dificultar a adesão ao tratamento. O ideal é promover um déficit calórico moderado, priorizando alimentos ricos em nutrientes, proteínas, fibras e gorduras de boa qualidade, garantindo saciedade, preservação da saúde e resultados sustentáveis”, conclui.
A nutricionista reforça que o emagrecimento saudável não está ligado a medidas extremas, mas sim à constância, equilíbrio e mudanças de hábitos ao longo do tempo, conclui.


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