Ortopedista explica medidas que ajudam a preservar a mobilidade e a autonomia após os 60 anos
O Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa é celebrado em 1º de outubro. Nessa fase da vida, quedas podem ter consequências mais sérias, principalmente pelo risco de fraturas e pela perda de mobilidade. Alterações no equilíbrio, perda de força muscular, dores nas articulações e obstáculos dentro de casa estão entre os fatores que merecem atenção para evitar acidentes.
Segundo o ortopedista Isaías Chaves, especialista em joelho e quadril, identificar esses fatores e adotar medidas preventivas ajuda a preservar a capacidade de se movimentar com segurança. “A queda não deve ser encarada como uma consequência natural do envelhecimento. Existem fatores que podem ser identificados e trabalhados para reduzir o risco de acidentes e, principalmente, evitar que uma queda resulte em uma fratura ou em uma perda importante de mobilidade”, explica.
Além do risco de lesões, o medo de cair também pode levar o idoso a restringir atividades do cotidiano e reduzir sua própria mobilidade. “Quando o idoso começa a evitar uma escada, deixa de sair sozinho ou reduz atividades que antes faziam parte da rotina por medo de cair, é preciso olhar para isso com atenção. A perda de mobilidade não acontece de uma hora para outra e, muitas vezes, pode ser prevenida ou retardada com acompanhamento adequado”, afirma o Dr. Isaías.
Confira 5 cuidados para prevenir quedas e fraturas:
1. Fortalecer a musculatura
Manter a força das pernas é fundamental para atividades simples, como caminhar, subir escadas e levantar da cadeira. Exercícios físicos orientados ajudam a preservar a estabilidade e a funcionalidade.
2. Adaptar a casa
Tapetes soltos, fios espalhados, móveis no caminho e ambientes com pouca iluminação podem aumentar o risco de tropeços. Barras de apoio no banheiro e corrimãos em escadas também podem trazer mais segurança.
3. Usar calçados adequados
Calçados firmes, confortáveis e com boa aderência ajudam a melhorar a estabilidade durante a caminhada. Chinelos frouxos ou soltos nos pés podem facilitar tropeços.
4. Não ignorar dores e dificuldades de mobilidade
Dor no joelho ou no quadril, rigidez e dificuldade para caminhar ou levantar da cadeira podem interferir no equilíbrio e na autonomia. Uma avaliação médica ajuda a identificar a causa e orientar o tratamento adequado.
5. Procurar atendimento após uma queda
Mesmo uma queda aparentemente simples pode provocar lesões. Dor persistente, inchaço, dificuldade para apoiar o peso ou limitação de movimento são sinais que precisam de avaliação.
“Uma fratura pode mudar completamente a rotina de uma pessoa idosa e levar à perda de mobilidade. Por isso, o cuidado não deve começar depois do acidente. Manter a musculatura ativa, cuidar das articulações e tornar os ambientes mais seguros são atitudes que ajudam a preservar a autonomia”, conclui o ortopedista.


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